sexta-feira, 26 de abril de 2013

Tablets











Não há dúvidas que a tecnologia vai substituir o papel, tudo é questão de tempo.
Muitas escolas no Brasil já planejam e muitas testam o uso do tablets como ferramenta de auxílio ao processo. Estimam-se que, pelo menos 50% das escolas já fazem algum tipo de uso de tablets em salas de aulas e bibliotecas.
Os Tablets educacionais se forem utilizados de forma hábil e com objetivos claros, podem significar uma grande transformação na educação em todo o mundo. O empenho dos professores nessa nova transmissão dos conhecimentos pedagógicos é fundamental para que ocorra uma reforma educacional.
As escolas precisam levar em consideração alguns aspectos pedagógicos e econômicos, quanto ao uso dos tablets educacionais:
-Fazer uma prospecção dos aparelhos mais adequados à realidade da escola. Considerar recursos e simplicidade de uso é fundamental para esse processo dar certo.
-Não adianta começar a usar tablets a partir de séries mais avançadas. Considere começar com as crianças do ensino fundamental I e II, afinal eles serão os alunos do ensino médio amanhã.
-Escolham os aparelhos analisando os aspectos técnicos, como resistência, tempo de bateria, capacidade de processamento e principalmente qualidade da tela, observando a capacidade de toque e caneta capacitiva para escrita. Lembrando que o aparelho mais barato ou o mais caro e da moda não devem ser aspectos a serem considerados.
-A escola não deve obrigar o uso de aparelho X, porém, pode recomendar aspectos técnicos como compatibilidade com sistemas operacionais e aplicativos, além de aspectos de usabilidade e acessibilidade, obrigatórios ou opcionais. Estes aspectos devem ser amplamente divulgados e esclarecidos aos país e comunidade escolar.
-As escolas devem investir em um serviço wireless de boa qualidade afim de atender a demanda dos aparelhos conectados. Não usem rádios wireless domésticos para fazer a rede, pois eles tem limitação de quantidade de usuários suportados simultaneamente.
-Os alunos devem ser preparados para receber a novidade. Professores, levem em consideração que eles já nasceram em uma era onde tudo é conectado, você vai se surpreender. Procure balancear o uso do aparelhos com atividades corriqueiras às aulas que você já ministra.
Apesar das crianças já estarem adaptadas com as novas tecnologias, o uso dos tablets devem ser apresentados de forma gradativa para que elas possam ir desenvolvendo semestre a semestre seus conhecimentos, até o uso dos tablets se tornarem tão comuns quanto os livros tradicionais.
-Os professores das séries fundamentais devem incentivar o uso de aplicativos para desenhos, escrita, caligrafia, colorir, matemática, ciências, história. Muitos desses aplicativos são gratuitos, mas com a entrada das escolas nesse mercados, muito em breve, vão existir lojas específicas para sala de aula com soluções mais elaboradas e com certeza de melhor qualidade pedagógica. É muito importante que você professor se mantenha atualizado e adquira um tablet para se inserir de corpo e alma nessa novidade.
No Brasil milhares de escolas em todo o país já realizam experiências e planejamento de uso de tablets em seu dia a dia. Porém como foi dito na entrevista do professor, em países como Estados Unidos, movidos pela pressa e necessidade de sair na frente, algumas escolas cometem deslizes, e se precipitam. É fundamental não fazer nada antes de discutir amplamente as etapas de planejamento com toda comunidade escolar. Contratar consultorias pedagógicas com experiência na área é uma alternativa.
Por que e o que os fabricantes devem pensar nas escolas na hora de projetarem seus tablets?
Uma das grandes demandas das escolas é que os tablets voltados para seu mercado tenham características específicas que facilmente podem ser alcançadas por grande parte dos modelos desde que alguns aspectos sejam observados.
Aspectos que devem ser considerados em um hardware feito para estudantes:
-Modelos com carcaça emborrachada não é obrigatório mas é um diferencial que pode determinar muitas vendas;
-Telas capacitivas com alta sensibilidade ao toque afim de permitir uma melhor manipulação e a escrita livre. Softwares que permitam interação com a escrita como adicional é um bom diferencial;
-Baterias com duração superior a 6 (seis) horas de uso contínuo, já que esse é o tempo médio que espera-se usar um dispositivo no ambiente escolar. Baterias ecológicas e com grande tempo de duração ou mesmo possibilidade de carga solar ou mecânica, também são diferenciais de valor.
-Telas com tamanho de 8 (oito) e 10 (dez) polegadas são adequadas. As de 8 (oito) polegadas para uso por crianças menores de 10 (dez) anos, e as de  10 (dez)  polegadas para crianças acima dos 10 (dez) anos de idade.
-Compatibilidade com sistemas x32 (32bits intel) afim de garantir compatibilidade com aplicativos e sistemas operacionais educacionais livres ou proprietário pré existentes.
-Funções simples, sem exagerar no excesso de informação (afinal muita informação gera desinformação). Poucos botões e recursos de acessibilidades (leitores de tela).